Quais são os sinais de uma boa autoestima?

Espelho antigo sobre mesa de madeira com caderno, caneta, xícara de chá e óculos; itens sugerem rotina e autocuidado, o reflexo mostra apenas o ambiente ao redor indicando autorreflexão e individuação, simbolizando a busca por equilíbrio entre transformação pessoal e adaptação social.
Boa autoestima é equilibrar autenticidade e adaptação social, evitando extremos que levam ao adoecimento. Na psicologia complexa, saúde envolve aceitar transformações da personalidade ou seguir o processo de individuação quando renúncias não são possíveis. Práticas gerais como sono, alimentação e exercício costumam ajudar, mas nem sempre servem a todos. O caminho saudável passa por autoconhecimento, adaptação flexível e escolhas alinhadas à singularidade de cada pessoa.
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Tiago Medeiros

Psicólogo Junguiano - CRP 04/72974

Muito se fala que é preciso ter uma boa autoestima para viver de forma saudável, mas o que é ter uma boa autoestima e o que é algo saudável?

O que é saudável na psicologia complexa?

Na psicologia complexa, a ideia do que é saudável passa por diversos pontos. O primeiro deles seria que, de modo geral, atitudes unilaterais, ou, em outras palavras, atitudes exageradas, tendem a levar ao adoecimento, pois o exagero leva às neuroses. O segundo ponto seria que curar é um processo de transformação, e muitas vezes a cura é uma transformação da personalidade daquela pessoa (até onde ela suportar). Um terceiro ponto seria para as pessoas que não estão aptas a renunciar certos aspectos de sua personalidade; para essas, o caminho é o processo de individuação, isto é, o paciente se tornar quem realmente é.

O coletivo vs o individual

Se parte da ideia de saúde passa por bancar ser quem se é, ou até ter certas características de personalidade que são vistas como afrontosas pela sociedade, outra parte passa por não estar totalmente desadaptado ao meio social. É necessário ter em mente que o individual não deve ser mais importante que o coletivo, e vice-versa, pois, se não, cairíamos novamente em uma unilateralidade. Assim, é necessário que o indivíduo encontre seu equilíbrio e sua forma de se adaptar frente ao mundo e ao seu mundo interno; tenha em mente também que esse equilíbrio não é estático e sim dinâmico.

Então há sinais de uma boa autoestima?

Sim e não. Sim, porque temos exemplos em nossa sociedade e em contos, histórias, mitos, entre outros, que exemplificam comportamentos que geralmente contribuem para a manutenção de uma boa autoestima, como ter uma boa higiene do sono, praticar exercícios físicos, se alimentar bem, entre outros. Entretanto, essas coisas atribuídas como saudáveis coletivamente podem ser um veneno para uma pessoa em específico. É justamente por isso que não devemos superestimar o valor coletivo em função do individual, porque, se não, caímos no erro de não entender o que é melhor para aquela pessoa.

Conclusão

Referências

A prática da psicoterapia vol. 16/1 – Carl Gustav Jung

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